terça-feira, 22 de outubro de 2024

Serenidade

O vento venta forte
Traz presságio de morte
Mas traz também a calamaria
Há quem clame: "Ave Maria!"

Não vê o cego o que há 
Sempre ali, além da tempestade
Uma magia oculta em um tear
Tecendo as linhas da serenidade

O tolo não vê 
Fica morrendo aos poucos
Olhando para TV

O sábio chora
Pois sabe das bobagens
Que fez outrora

No fim quem busca calamidade
Se depara com serenidade 
Pois é isso que é cultivado 
Dentro de mim
para amar e ser amado

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

O que fizemos?

Onde está? Cadê?
Por favor, ache, me dê!
Devolva ao seu rosto
Aquele sorriso com gosto

Você perdeu ou eu perdi?
O que foi que fizemos aqui?
Quero te devolver
Mas comigo não está 
Precisará desenvolver

Por que não os achamos?
Os sorrisos que amamos
Estão enterrados ali dentro
Em nós.

Os sorrisos vem da gente
De nossas essências 
Criando um canto quente 
Aconchegando
Nossas existências.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Fim de Semana Sincero

Um fim de semana sincero 
Pintado de azul, verde e amarelo
Requintado com geladuras naturais
Me pego pensando: quero mais

De um dia ao outro resplandece
Abre o peito e com carinho aquece
E vai dançando sem jeito e ritmo
Está tudo bem, está ótimo

Mas quando a verdade aparece
É como um anjo com sua prece
Recitando fatos e futuros reais
Me pego falando: quero mais

No final após a dor
Fica sobrando somente amor
Leve, carinhoso e saudável 
Para um caminho mais estável.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Uma luz no horizonte

Lá na distância, meio longe
Vejo um aspirante à monge
Vejo a luz que tarda a aparecer
Mas que permite tudo renascer

Uma luz no horizonte 
Te bate suave na fronte
Finalmente um calor
Quentinho senso de amor

Da luz me aproximo 
Cauteloso e com medo
Com movimento fino
Eu a toco muito cedo

A luz se amedronta
Foge meio tonta
Eu recuo e e peço:
Perdão, eu mereço