Sob caos e invalidação
Dor, terror e indignação
Forjada no ódio...
Na forja tinha meus pais
Já não me tocam mais
Tinha também o mal
Devorando-me, formal
No ódio sobrevivi
E não posso me desfazer
Quero desconstruir
Mas ser isso me dá prazer?
Como faço pra renascer?
Como faço para amar?
Como lido com o apodrecer?
Me liquefazendo no mar?
Talvez eu pare um dia
De me defender da mãe
Aquela vadia
Talvez eu não insista
Em querer meu pai
Um Narcisista
Talvez eu apenas pare
De tentar gente tosca
Que me ampare
Quem sabe eu deixe de ser
O ódio que me forjou
Vou me fortalecer
No único que me amou:
Eu!
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