terça-feira, 31 de março de 2026

Forjada no Ódio

Cresci para ir ao pódio 
Sob caos e invalidação 
Dor, terror e indignação 
Forjada no ódio...

Na forja tinha meus pais
Já não me tocam mais
Tinha também o mal
Devorando-me, formal

No ódio sobrevivi
E não posso me desfazer
Quero desconstruir
Mas ser isso me dá prazer?

Como faço pra renascer?
Como faço para amar?
Como lido com o apodrecer?
Me liquefazendo no mar?

Talvez eu pare um dia
De me defender da mãe 
Aquela vadia

Talvez eu não insista
Em querer meu pai
Um Narcisista 

Talvez eu apenas pare
De tentar gente tosca
Que me ampare

Quem sabe eu deixe de ser
O ódio que me forjou
Vou me fortalecer 
No único que me amou:

Eu!






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