Sabe?
Estamos limitados pelo que se sabe.
E quanto mais sabemos, mais sabemos
Que quase nada sabemos...
Ao não sabermos, somos abençoados
pela ignorância de não sermos dotados
de conhecimento...
Ao sabermos, somos amaldiçoados
Pela sabedoria de sermos dotados
de conhecimento...
E isso dói...
Isso machuca e confunde.
E nosso barco que afunde...
É difícil ter a capacidade de saber o que se sabe
E mais ainda saber que aquilo que quer solucionar
Não tem solução.
Há quem diga que o que não tem solução, solucionado está.
Mas sigo meu caminho aos soluços
Dessa dor em meu coração.
E por que faço isso, se sei que já está solucionado?
É a rigidez e teimosia de querer que funcione.
Meu cérebro foi programado para resolver e solucionar
Não para desistir.
E nisso me afundo....
E ondas gigantes me afogam...
Por que diabos estou nesse mar agitado
Se deveria estar numa trilha bonita com vista de cima?
Imponente cena.
Talvez seja pelos meus mais profundos desejos
De que a vida se curve à lógica e coerência.
Mas isso não existe, pois a entropia sempre vence.
Entropia é irmã do caos
Caos é incontrolável.
É... eu devo me reduzir e caber.
É o único jeito de fluir...
Mas para isso preciso cortar as flores lindas que nasceram
Pois, em mim, ocupam muito espaço.
E já não devem mais morar ali.
Elas floresceram tão belas
O cheiro era tão bom
Mas agora jazem podres
Ocupando minha vida
E levando meu sorriso embora...
Dedico essas palavras sinceras e artísticas às lindas flores que me fizeram sorrir profundamente
Eram três...