terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A Morte do Sofrer

Há de pular do trem
Com movimento ou sem
Há de partir, 
perder-se na distância
E por um movimento de ânsia
Parar de refletir...

Cansa!

Já não se sustenta mais por dentro
A dor desse sentimento
Para que então sofrer?
Se posso renascer?

Trago a ferramenta do assassinato
Sim, com um golpe te mato
A morte do sofrer
É o que tenho para oferecer

Grite, sangre, sofra, morra
Feche os olhos e escorra
Vá ao ralo fétido e pútrido
Assim serei livre
Para ser amado e ouvido




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Flash Of Light...

Aqui estou pensando profundamente
Sobre nosso caos inconsequente
Faíscas voam de cima aos lados
Lembro: Éramos lindos namorados

Quero que saiba que não te odeio
Que o ímpeto raivoso foi no momento
Passou e acalmou-se com meu freio
Para ter-te ao abraço com contento

Rezo para que aconteça
Aquilo que eu prezo:
Evolução na cabeça.
Eu não te desprezo...

Sinta o que há dentro de si
Veja, por isso, quase morri
Cresça para amar de verdade
Para criar uma nova realidade

Ao caos te entrego, sempre linda
Reluzente no meu abraço
Será bem-vinda
Pra sermos juntos um enlaço



terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Moscas

Procurando seu odor no ar
Putrefato!
Da morte da consciência

Mesmo se lavando ao mar
De imediato
Elas encontram sua essência

Moscas...
Voam espertas e pútridas
Toscas...
Pousam à sua carne rota 

Com as patas sentem seu sabor
Com o labelo te sugam a morte
Depositam vermes adentro
Não escapas, nem sendo forte

Então no fim, só os ossos
Lembrando carinhos nossos
Que ficarão ali, eternos
Sobrevivendo
Aos tempos modernos




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Doença

Doença é o que te domina
Afeta todos e é sua sina

És cega e incapaz
Nunca terás paz




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O Segredo e as Três Flores.

 Sabe?

Estamos limitados pelo que se sabe.
E quanto mais sabemos, mais sabemos
Que quase nada sabemos...

Ao não sabermos, somos abençoados
pela ignorância de não sermos dotados
de conhecimento...

Ao sabermos, somos amaldiçoados
Pela sabedoria de sermos dotados
de conhecimento...

E isso dói...
Isso machuca e confunde.
E nosso barco que afunde...

É difícil ter a capacidade de saber o que se sabe
E mais ainda saber que aquilo que quer solucionar
Não tem solução.

Há quem diga que o que não tem solução, solucionado está.
Mas sigo meu caminho aos soluços
Dessa dor em meu coração.

E por que faço isso, se sei que já está solucionado?
É a rigidez e teimosia de querer que funcione.
Meu cérebro foi programado para resolver e solucionar
Não para desistir.

E nisso me afundo....
E ondas gigantes me afogam...

Por que diabos estou nesse mar agitado
Se deveria estar numa trilha bonita com vista de cima?
Imponente cena.

Talvez seja pelos meus mais profundos desejos
De que a vida se curve à lógica e coerência.
Mas isso não existe, pois a entropia sempre vence.
Entropia é irmã do caos
Caos é incontrolável.

É... eu devo me reduzir e caber.
É o único jeito de fluir...

Mas para isso preciso cortar as flores lindas que nasceram
Pois, em mim, ocupam muito espaço.
E já não devem mais morar ali.
Elas floresceram tão belas
O cheiro era tão bom
Mas agora jazem podres
Ocupando minha vida
E levando meu sorriso embora...

Dedico essas palavras sinceras e artísticas às lindas flores que me fizeram sorrir profundamente

Eram três...




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Silêncio

De longe ouço seu coração batendo
Cinco horas de distância eu medi
Por que estou conectado à ti
Se me machuca e fica doendo?

Ao meu redor tem o silêncio
É ensurdecedor de tão barulhento
Veio da guerra esse armamento
Nos causar muito malefício

Sinto cortante um forte vento
Da minha respiração sem contento
Ela dilacera com afinco
É sério, eu não brinco!



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

PARE!

Por favor, não faça isso!
Estou implorando!
Por que não me escuta?
Estou sangrando!

Por que luta contra si?
Por que insiste em fugir?
Vejo sabotagem aqui
Acorde! Precisa reagir!

Por favor, PARE!
Está se destruindo
E também me ruindo
Por favor, pare...

Não há justiça em seus atos
Não há verdade pra si mesma
Queria que fossemos carrapatos 
Mas ficamos para trás 
Na lentidão de uma lesma 

Te peço que PARE!
Ouça seu coração 
E não me compare 
Com quem te pôs no chão 

Mude a mente, imploro.
Por nós, todo dia oro
Está presa em um passado
Que te deixa no modo calado

E essa violência vou sofrendo
Do silêncio machucando, ardendo
Responsabilidade afetiva?
Onde está, minha diva?